Design preenche casa dos anos 1930


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Design preenche casa dos anos 1930

Morada dinamarquesa esbanja peças assinadas
Embora seja a segunda maior cidade da Dinamarca e o principal porto do país, Aarhus não é exatamente o que se pode chamar de metrópole fervilhante (ao menos para quem mora em uma de verdade). É o tipo de lugar ideal para se ter uma casa generosa, com bastante espaço para criar crianças e curtir a vida em família. E é isso o que fazem os moradores desta residência construída em 1930 na cidade, um casal com quatro filhos.
Recentemente reformada, a morada manteve o estilo original e funcional em todos os ambientes, da adega ao sótão, onde fica o quarto principal. O portão de ferro da entrada, envolto por plantas, leva o visitante até a porta da frente, de mogno original. Do lado de fora, a casa é coberta com telhas de concreto, e, do lado de dentro, reinam peças de design assinado.
Na sala de estar, por exemplo, tudo tem pedigree. O cor-de-rosa da poltrona Slow, dos irmãos Bouroullec (para a Vitra) contrasta com os dois sofás em azul-marinho. As estampas e cores das almofadas florais de Dorte Agergaard, do pufe de Hella Jongerius e do quadro de Anita Houvenaeghel trazem vivacidade ao ambiente, que ganha toques industriais graças aos metais da mesa de centro Girò, projetada por Anna Deplano (para a Zanotta), e à luminária Poténce, ícone de Jean Prouvé e Charlotte Perriand (para a Vitra), presa à parede.
A estante branca ocupa uma parede inteira e divide as salas de estar e jantar. Ali, outra avalanche de design: a mesa é dos irmãos Bouroullec, as cadeiras, de Jorge Pensi, e o pendente – o belo Hope –, de Paolo Rizzatto e Francisco Gomez Paz. O show continua casa adentro. Uma poltrona Eames Lounge aqui, uma cadeira de Norman Cherner ali, e um cantinho revestido de ladrilhos hidráulicos que faz a alegria de uma morada que preza pela claridade em seus revestimentos, especialmente os de madeira.
A cozinha, que antes não tinha muito espaço, foi demolida e ampliada. Nela, destacam-se as cadeiras da Series 7, de Arne Jacobsen (para a Fritz Hansen), o pendente Caboche, de Patricia Urquiola e Eliana Gerotto (para a Foscarini), e a parede, que se transformou em lousa, na qual os moradores escrevem citações bem-humoradas.