Um dúplex nascido de obras de arte


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Um dúplex nascido de obras de arte

Com vista para o High Line e para dois edifícios assinados pelos starchitects Jean Nouvel e Frank Gehry, o dúplex do arquiteto paulistano André Mellone e do art dealer português André Viana é um misto de modernidade com discreto pendor para o classicismo. Situado em um edifício no bairro do Chelsea, o apartamento de 260 m² reflete a vivência e formação deste profissional de 43 anos, habitante da metrópole nova-iorquina há 18.
A morada é a primeira obra independente do nova-iorquino de coração – e filho do designer brasileiro Oswaldo Mellone – sob a empresa Andre Mellone Architectural Design. Aberta em 2010, a firma atendia inicialmente a encomendas de renderings e croquis artísticos, com os quais o profissional fez seu nome no mercado. A decoração de seu próprio lar nasceu de belíssimas ilustrações, verdadeiras obras de arte (espalhadas por esta página).
Em 2010, Mellone e Viana adquiriram duas unidades vizinhas, no mesmo andar do prédio. Mellone comandou uma ampla reforma unindo ambas, e o resultado evoca um estúdio artístico da década de 1920, com grandiosas janelas e pé-direito duplo na área social. Ao observar a casa desse entusiasmado profissional, detecta-se imediatamente sua visão eclética. No living, as robustas poltronas de couro Club Chair convivem com a leveza da Folding Chair (1949), obra do dinamarquês Hans J. Wegner. Duas mesas de centro vintage são dispostas lado a lado – uma dos anos 1960, de alumínio, e outra pequena, de nogueira, do inglês T. H. Robsjohn-Gibbins. Essas peças repousam sobre um tapete indiano Amritsar, adquirido em um leilão de têxteis na Sotheby’s.
Garimpada em um antiquário de Los Angeles, a mesa da sala de jantar era de um bistrô francês e tem estrutura de ferro fundido com tampo de mármore. "Ela é mais estreita do que o normal, e nossos jantares são bem cozy, os convidados ficam sentados bem perto uns dos outros", observa Mellone. As cadeiras, originais Biedermeier de 1840, possuem assento de crina de cavalo. Três obras do norte-americano Jacob Kassay, de tinta acrílica e pó de prata sobre tela, completam o ambiente. Na sala contígua, a biblioteca é um exemplo de equilíbrio entre luxo e informalidade.