Casa belga cria vertente flamenga do minimalismo


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Luz e cores suaves decoram casa belga
Arquiteto cria vertente flamenga do minimalismo


O projeto demorou três anos para sair do papel: um de planejamento e outros dois para a construção. O escrutínio do belga Vincent Van Duysen, no entanto, valeu a pena. Sua casa mantém-se atual, mesmo erguida há mais de uma década na Antuérpia.
O arquiteto parece ter interpretado a arte dos filhos ilustres da região de Flandres, como Vermeer e Van Dyck, para criar um “minimalismo” bastante peculiar: ele elaborou uma paleta suave, com o intuito de destacar o jogo de luz, elemento central do imóvel. Como na arte flamenga – que buscou figurar, nos espaços abertos para a luminosidade, as novas formas de convivência da burguesia nascente –, Van Duysen aposta também no convívio e na amplidão para decorar sua casa. Não são os móveis, mas a nova configuração que a luz deu aos espaços, que define os ambientes.
Para trazer esse mundo ideal dos quadros para a realidade, ele derrubou as paredes dos cômodos, colocou três vigas de aço sob a planta, e montou alas enormes e multifuncionais. As colunas entre as salas de jantar e estar vieram abaixo, em nome de uma área social aberta e integrada, inclusive, com o hall de entrada. Nos fundos, o vidro deixa entrar o verde do jardim e o azul da piscina, que colorem o preto da cozinha; enquanto a cama da suíte fica emoldurada pela estante forrada de livros.
A escolha dos materiais naturais, como a madeira, o tapete kilim que rouba a cena no living e o vidro que envolve toda a morada, e a matiz limitada, que varia entre o cru, o grafite e o P&B, lotam os ambientes de texturas. Mas, principalmente, enchem-nos de uma sensação de paz.